Quando falamos de vendas, é comum o foco recair em técnicas, funis, CRM e metas. Ferramentas essenciais, sem dúvida e muitos profissionais da área fazem um trabalho incrível nesse sentido.
Mas algo que tenho observado entre empresários e empreendedores é que mesmo com a estratégia certa, os resultados nem sempre vêm. E, muitas vezes, o que está travando não está na planilha… está em quem preenche ela.
Padrões familiares e inconscientes, como o medo de rejeição, crenças limitantes sobre dinheiro, ou experiências passadas de perda e abandono, muitas vezes atuam silenciosamente. E acabam minando a constância, a coragem, o foco: pilares indispensáveis para uma boa performance comercial.
Você já se pegou reagindo de forma exagerada a uma situação simples no trabalho? Ou repetindo um padrão, mesmo depois de mudar a estratégia?
Esses bloqueios emocionais, quando não identificados, refletem diretamente no comportamento profissional: procrastinação, dificuldade em negociar, medo de cobrar, desistência precoce… e, com o tempo, tudo isso aparece nos resultados.
Segundo o Panorama de Vendas 2023 da RD Station, 74% das empresas brasileiras não atingiram suas metas. E um dos pontos que mais chama atenção é que, mesmo com ferramentas e processos, muitos vendedores desistem após poucas tentativas, o que pode revelar um impacto emocional por trás da performance.
É por isso que acredito que vendas e autoconhecimento caminham juntos. Quanto mais clareza temos sobre nossos padrões e emoções, mais livres estamos para agir com leveza, presença e consistência.
Nos últimos anos, tenho buscado integrar abordagens profundas com ferramentas práticas e os resultados mostram que trabalhar o “quem vende” é tão estratégico quanto qualquer técnica de venda.
Se esse tema conversa com alguma vivência sua, sigo aberto para trocas.
Luiz Oliveira é Proprietário da Luiz Oliveira Terapias E Consultoria Integrativa, membro Rne e Networker Nato