Revisão Tributária: Risco ou Oportunidade?

Durante muito tempo, a revisão tributária foi vista com desconfiança por parte de empresários e gestores: “Será que vale a pena mexer nisso?”, “E se descobrirem algo errado?”, ou até mesmo “A Receita pode interpretar mal esse movimento?”. Mas a verdade é que essa visão já está ultrapassada. Hoje, a própria Receita Federal confirma a legitimidade da recuperação de créditos tributários — especialmente aqueles já pacificados e amplamente aceitos pela própria administração fiscal. Ou seja, a revisão tributária deixou de ser um risco e passou a ser uma prática estratégica e rotineira entre empresas que buscam saúde financeira e conformidade fiscal. Um processo legal, seguro e reconhecido É importante frisar que: verificar tributos e recuperar créditos é um direito garantido pela lei nº 9.430/1996, Arts. 73 e 74. A Receita Federal prevê e orienta o procedimento de restituição e compensação de tributos pagos indevidamente ou a maior, atualmente a Instrução Normativa RFB nº 2.055/2021 rege estes procedimentos. Além disso, muitos créditos já foram pacificados pela própria Receita e pelo Judiciário, o que significa que não há mais dúvidas ou controvérsias sobre o direito de aproveitá-los. Entre os exemplos mais comuns, podemos citar: Créditos de PIS e COFINS sobre insumos (com jurisdição firmada pelo STJ) Restituição de ICMS-ST pago indevidamente, com base em decisões pacificadas do STF Exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS, conforme julgamento do “Tema 69” Esses e outros créditos são rotineiramente recuperados por empresas de diversos portes e segmentos, através de procedimento administrativo amparado legalmente. A Receita Federal analisa, homologa e, quando tudo está em conformidade, autoriza a restituição ou ressarcimento — sem qualquer tipo de deliberação. Revisão tributária: não é exceção, é rotina Tem aumentado a quantidade de empresas que adotam a revisão tributária como parte de uma gestão fiscal inteligente e preventiva. Não se trata de “mexer em vespeiro” ou “forçar interpretações”. O objetivo é simples: verificar se a empresa pagou corretamente os tributos ou se utilizou de todos os benefícios que tornariam este tributo menor e, se não, exercer o direito de reaver ou requerer o que é seu. Ignorar essa possibilidade é, na prática, deixar dinheiro na mesa. Dinheiro que poderia fortalecer o caixa, ser investido em novos projetos ou até equilibrar contas em momentos difíceis. Oportunidade com segurança A revisão tributária, quando fornecida por profissionais especializados e com base em entendimentos já consolidados, é extremamente segura. Além disso, ao identificar práticas fiscais incorretas ou ineficientes, ela ajuda a prevenir autuações futuras e melhorar a governança tributária da empresa. Em resumo, é uma ação que envolve economia, legalidade e inteligência de gestão. Conclusão Não há espaço para tabus quando se trata de gestão eficiente. A revisão tributária, ampliada pela legislação e autorizada pela própria Receita Federal, é uma ferramenta estratégica. Empresas que aproveitam os créditos tributários pacificados estão simplesmente fazendo valer seus direitos — com segurança, transparência e foco no resultado e estão à frente de seus concorrentes. Portanto, quando a pergunta para: “Revisão tributária: risco ou oportunidade?”, a resposta é clara: É uma oportunidade — e das boas. Quer saber como sua empresa pode se beneficiar dessa estratégia? Entre em contato conosco e descubra oportunidades escondidas em seus impostos.   Solange Souza é Consultora de Negócios da Getax Soluções Tributárias, Networker Nata e membro da equipe Rne Virtude

O Papel do Consultor como Agente de Mudança em Tempos de Crise

A história nos ensina que, em tempos de crise, não sobrevive a empresa mais rica, a mais antiga ou a maior — sobrevive a que mais rápido e melhor se adapta. A volatilidade do ambiente econômico, intensificada por eventos como a pandemia e a escalada inflacionária recente no Brasil, exige das empresas não apenas ajustes operacionais, mas transformações estruturais. Neste contexto, o conceito de “darwinismo empresarial” ganha força: a adaptabilidade torna-se a principal competência organizacional. O consultor empresarial contemporâneo não é mais um fornecedor de fórmulas prontas — ele é um provocador estratégico. Sua atuação vai além de diagnósticos: ele questiona padrões cristalizados, desafia zonas de conforto e acelera o redesenho de modelos de negócio. Em vez de apenas apontar problemas, o consultor traz repertório, método e visão externa para ajudar a empresa a repensar sua identidade, seu valor no mercado e sua forma de operar em um cenário em mutação. Crises não criam fragilidades — elas apenas revelam as que estavam latentes. Nesse sentido, o bom consultor atua como um tradutor de complexidades, conectando o que parece caos a oportunidades de reinvenção. Ele amplia a visão do gestor, reorienta o foco estratégico e acelera a tomada de decisões críticas. A velocidade de adaptação, hoje, é um diferencial competitivo — e o consultor é o agente que a viabiliza. A O’Tools desenvolveu a metodologia A-ADAPT justamente para atuar em ambientes de alta incerteza. Em quatro etapas — Descobrir, Aprofundar, Preparar e Transformar — conduzimos empresas por um processo estruturado de reinvenção organizacional, com base em inteligência de mercado, análise de cenário, envolvimento da liderança e execução disciplinada. Mais do que ajudar empresas a reagir à crise, promovemos sua evolução para que se tornem antifrágeis — capazes de crescer mesmo sob pressão. Adaptar-se não é fraqueza — é estratégia. E em tempos de ruptura, quem adia a mudança, corre o risco de ser deixado para trás. A O’Tools está pronta para caminhar com sua empresa nesse processo. Tatiane Soldam é sócia da O’Tools Consultoria Empresarial, Networker Nata e membro da equipe Rne Essencial

A importância do Sistema de gestão de Saúde e Segurança do Trabalho em pequenas empresas

A preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores nas empresas hoje está em nível de destaque e grande importância, porém este tema nem sempre foi considerado. Até o início da revolução industrial não eram pensadas práticas, ações e atitudes de prevenção. Os problemas e acidentes que ocorridos eram apenas remediados, como por exemplo, em forma de reparação para a saúde física do trabalhador. O conceito de prevenção veio com chegada de novas ideias e estudos, como o de Herbert William Heinrich, onde identificou-se que as empresas poderiam economizar quantidades significativas investindo em prevenção ao invés de apenas realizar reparações. Com isso, as grandes empresas iniciaram um avanço na área de prevenção em saúde e segurança dos funcionários e atualmente possuem Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SGSST) muito robustos, o que contribuiu enormemente para a redução de casos de acidentes e doenças ocupacionais. De acordo com estudos de 2018 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), as microempresas (até 19 funcionários) e pequenas empresas (até 99 funcionários) representam cerca de 98,5% do total de empresas privadas do país e são responsáveis por 54% dos empregos formais. Avaliando a cidade de São Paulo, que apresenta proporções muito semelhantes às nacionais, no ano de 2020, foram notificados 34.400 acidentes de trabalho (CAT) (INSS/CATWEB, 2020) e 70 notificações de acidentes de trabalho com óbito (INSS/CATWEB, 2020). O maior número de acidentes em pequenas e microempresas está relacionado com a falta de gestão de SST quando comparado ao número de grandes empresas que possuem SGSST incorporados às suas atividades e cultura. Para uma proporção aproximada de 50% dos trabalhadores formais atuando em pequenas e microempresas, fica claro que uma grande parcela dos trabalhadores está exposta a maiores riscos. Existem dois fatores para que ocorra um acidente de trabalho, um deles é uma condição insegura (um condutor elétrico sem isolamento, por exemplo) e o outro é a atitude insegura (realizar uma atividade sem EPI, por exemplo). Quando juntamos uma condição insegura com uma atitude insegura aumenta-se muito a chance de acidente. As condições inseguras e comportamentos inseguros nas pequenas e microempresas proporcionam acidentes menos significativos? Uma queimadura de um operador numa empresa de mil funcionários, que estava sem o EPI e fez o manuseio de um objeto quente, é diferente de um cozinheiro em um restaurante de 25 funcionários que se esqueceu da luva para retirar uma panela do fogão? Ou um mecânico na oficina que teve um acidente com um objeto pesado caindo sobre ele e um operador de empilhadeira de uma multinacional que derrubou parte da carga sobre ele mesmo, são acidentes tão diferentes? As condições inseguras e comportamentos inseguros estão presentes em todos os setores, independentemente do tamanho das empresas. A existência de um sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho não evita que os acidentes ocorram, mas mesmo em níveis menores de complexidade em comparação com grandes empresas, realiza a identificação dos perigos existentes e propõe formas de prevenir ou diminuir as consequências dos eventuais acidentes através de treinamentos, controles operacionais, monitoramento da saúde dos seus funcionários entre outras ferramentas importantes que um SGSST traz para uma empresa. Lucas Dantas é sócio da DUE Soluções, Networker Nato e membro da equipe Rne Sinergia