Consórcios de Imóveis: Uma Alternativa Estratégica em Tempos de Juros Altos

Atualmente o mercado imobiliário tem enfrentado desafios devido às taxas de juros elevadas, o que tem impactado diretamente novos financiamentos de imóveis. Muitos brasileiros, que anteriormente poderiam optar pelo financiamento bancário, hoje se veem em um cenário onde o crédito está mais caro e as condições mais restritivas. Nesse contexto, o consórcio de imóveis surge como uma alternativa vantajosa. Neste artigo, vamos explorar as vantagens do consórcio em comparação com o financiamento, especialmente no atual momento econômico. O Impacto das Taxas de Juros no Mercado Imobiliário Com as altas taxas de juros, o financiamento de imóveis ficou mais caro. Isso tem reduzido a quantidade de compradores ativos no mercado, já que as parcelas mais elevadas se tornam impeditivas para muitas famílias. Além disso, a incerteza sobre o futuro econômico contribui para um cenário de cautela entre os consumidores. A História dos Ciclos Econômicos e o Comportamento da Selic Entre 2013 e 2016, o Brasil passou por um ciclo de alta da Selic, onde a taxa subiu de 7,25% para 14,25%, um aumento significativo que impactou diretamente o custo do crédito. Nesse período, o financiamento de imóveis tornou-se mais caro, com juros mais elevados, o que restringiu o acesso de muitas famílias à casa própria. Esse ciclo de alta da Selic foi um reflexo das dificuldades econômicas que o Brasil enfrentava, como inflação elevada e crise fiscal. Durante esse período, o crédito ficou mais restrito, o que levou muitos brasileiros a repensarem suas opções para a aquisição de imóveis. No entanto, o mercado continuou a vender imóveis, e quem tinha uma estratégia de compra com consórcio ou contava com o poder de negociação em um cenário de vendas mais urgentes, pôde aproveitar boas oportunidades. A recuperação da Selic após esse período foi gradual, com a taxa caindo apenas a partir de 2017, o que indica que as altas taxas de juros podem perdurar por longos períodos, dificultando a compra de imóveis para quem depende de financiamento. E mesmo após o início da queda da taxa Selic, isso não se refletiu de maneira imediata no custo do financiamento, levando mais algum tempo até que mais famílias estivessem dispostas a arcar com os altos juros de um financiamento. O Que Isso Significa no Cenário Atual? O aumento da taxa Selic, que impacta diretamente as taxas de financiamento, leva a uma diminuição do poder de compra de muitas famílias. Nesse cenário, aqueles que estão no consórcio de imóveis podem se beneficiar de uma oportunidade estratégica: a aquisição de um imóvel por meio de um crédito já aprovado, em condições mais vantajosas. Isso ocorre porque, quando o crédito é contemplado, é possível negociar com vendedores que, devido à crise de liquidez e à redução de demanda, podem estar dispostos a aceitar preços mais baixos para vender mais rápido. É importante notar que, mesmo durante os períodos de endurecimento das taxas de juros, o mercado imobiliário não parou. Muitas transações ainda ocorreram, com algumas propriedades sendo negociadas por preços mais baixos, justamente por aqueles que precisavam vender rapidamente, seja por dificuldades financeiras ou urgência em liquidar o imóvel. Esses momentos, portanto, podem apresentar boas oportunidades para quem está preparado e tem uma estratégia de longo prazo, como o consórcio. Perspectivas de Queda da Selic: Quando Podemos Esperar Alívio? Atualmente, a taxa Selic permanece elevada, com o Banco Central tentando controlar a inflação. A expectativa é de que, à medida que a inflação se estabilize e o cenário fiscal melhore, a Selic comece a cair, mas de forma gradual. Especialistas apontam que uma queda mais expressiva na Selic pode ocorrer entre 2025 e 2026, dependendo de como a economia brasileira se comportar nos próximos anos. Embora haja uma expectativa de redução da taxa, a velocidade com que isso acontecerá depende de uma série de fatores, como a evolução do quadro fiscal, as reformas econômicas em andamento e a dinâmica internacional. Esse cenário implica que os juros elevados podem continuar pressionando o custo do crédito por algum tempo, o que dificulta ainda mais a aquisição de imóveis via financiamento bancário.  Portanto esperar apenas a redução do custo da taxa Selic pode não ser tao vantajoso, uma vez que grandes oportunidades aparecem em momentos de maiores dificuldades. Consórcio de Imóveis: Como Funciona e Quais São as Vantagens? O consórcio de imóveis, por outro lado, não sofre com as flutuações da taxa de juros. Como ele funciona por meio de um sistema de cotas, sem a necessidade de pagamento de juros elevados, oferece uma alternativa mais acessível a quem deseja adquirir um imóvel. As vantagens principais do consórcio em relação ao financiamento são: Ausência de juros altos: O consórcio cobra uma taxa administrativa, mas sem os juros que encarecem o financiamento. Previsibilidade de custo: As parcelas são fixas e não sofrem alterações ao longo do tempo. Menor comprometimento de renda: Com parcelas menores e sem os juros compostos, o consórcio pode ser mais viável financeiramente, especialmente em tempos de juros elevados.   Conclusão: O Consórcio como uma Alternativa Estratégica Diante das condições econômicas atuais, o consórcio de imóveis se mostra uma alternativa viável e vantajosa para quem deseja realizar o sonho da casa própria ou a aquisição de imóveis para viver de renda, sem os altos custos do financiamento. Mesmo que o consórcio exija um planejamento mais longo, ele pode ser a chave para a compra de um imóvel em um cenário onde os juros altos limitam o acesso ao crédito. Com a estratégica correta, a contemplação ocorre sim no curto e médio prazo. Onde o consorciado não fica a mercê do sorteio. Ao escolher o consórcio, o comprador não só protege seu bolso da alta nos juros, mas também se coloca em uma posição estratégica para aproveitar as oportunidades do mercado imobiliário, adquirindo imóveis de pessoas que, devido à urgência em vender, podem oferecer condições mais favoráveis. O consórcio, portanto, é uma forma inteligente de garantir a casa própria em tempos de incertezas econômicas. E por isso você pode contar a Wigar consórcios, uma empresa que conta com

Desafios financeiros que todo empresário precisa superar para garantir o sucesso do negócio

Empreender no Brasil é um grande desafio. De acordo com dados do Sebrae, 50% das pequenas empresas encerram suas atividades nos primeiros cinco anos, sendo a falta de gestão financeira um dos principais motivos. Muitos empresários possuem expertise em seus segmentos, mas acabam enfrentando dificuldades devido à ausência de uma estrutura financeira eficiente, o que pode comprometer a continuidade e o crescimento sustentável do negócio. A boa notícia é que, com planejamento e estratégia, esses desafios podem ser superados. Neste artigo, apresentamos os sete principais desafios financeiros enfrentados por pequenas e médias empresas e como você pode superá-los de forma eficaz.   Ausência de Controle Financeiro Muitos empresários ainda gerenciam suas finanças de forma informal, sem registros adequados. Essa prática compromete a tomada de decisões estratégicas e pode levar a problemas financeiros severos. ✅ Soluções recomendadas: Mantenha registros detalhados de todas as receitas e despesas, utilizando uma ferramenta confiável de gestão financeira. Estabeleça rotinas periódicas para análise da saúde financeira da empresa.  Utilize indicadores financeiros para embasar decisões estratégicas.   Falta de Planejamento e Orçamento Financeiro Sem um planejamento financeiro estruturado, é difícil garantir que a empresa opere de forma sustentável e lucrativa. A falta de um orçamento adequado pode resultar em gastos excessivos e dificuldades financeiras. ✅ Como estruturar um orçamento eficiente: Mapeie todas as despesas fixas e variáveis.  Defina metas financeiras claras e factíveis. Revise e ajuste o orçamento regularmente, alinhando-o às necessidades do negócio.   3. Fluxo de Caixa Desequilibrado Empresas que não mantêm um controle rigoroso sobre seu fluxo de caixa podem enfrentar dificuldades para cumprir compromissos financeiros e investir no crescimento. ✅ Medidas para otimizar o fluxo de caixa: Registre todas as movimentações financeiras de forma sistemática. Negocie prazos vantajosos com fornecedores e otimize os prazos de recebimento de clientes. Estabeleça uma reserva financeira para períodos de baixa liquidez.   4. Mistura de Finanças Pessoais e Empresariais A prática de misturar contas pessoais e empresariais dificulta a gestão financeira e pode comprometer a saúde do negócio. ✅ Soluções práticas: Mantenha contas bancárias separadas para a empresa e para uso pessoal. Estabeleça um pró-labore fixo para o empresário, evitando retiradas aleatórias.  Adote um controle rigoroso das despesas empresariais.   5. Precificação Inadequada Determinar preços com base apenas na concorrência ou em estimativas pode comprometer a rentabilidade da empresa. ✅ Boas práticas para precificação: Considere todos os custos diretos e indiretos. Analise o impacto dos impostos e taxas sobre a margem de lucro. Estabeleça preços competitivos sem comprometer a sustentabilidade financeira.   6.  Má Gestão de Crédito e Endividamento O crédito pode ser um recurso estratégico para a expansão do negócio, mas, sem planejamento, pode se transformar em um fator de risco. ✅ Dicas para uma gestão financeira saudável: Evite contrair empréstimos sem um plano detalhado de pagamento. Avalie e compare as condições de crédito antes de tomar uma decisão. Utilize o crédito para investimentos estratégicos e não para cobrir déficits recorrentes.   7.. Crescimento Acelerado e Sem Estruturação Expandir um negócio sem planejamento adequado pode gerar desequilíbrios financeiros e comprometer sua sustentabilidade. ✅ Como crescer de forma sustentável: Baseie as decisões de expansão em dados financeiros concretos.  Mantenha uma reserva estratégica para imprevistos. Avalie cuidadosamente os impactos financeiros antes de ampliar estrutura, equipe ou estoque.   Conclusão O sucesso empresarial exige mais do que apenas expertise no setor de atuação. A gestão financeira estruturada, baseada em dados e planejamento estratégico, é essencial para garantir a longevidade e a lucratividade do negócio. Empresas que adotam boas práticas de gestão financeira conseguem não apenas evitar problemas, mas também identificar oportunidades de crescimento e melhoria contínua. Ao enfrentar esses desafios de maneira proativa, os empresários fortalecem suas operações e aumentam suas chances de sucesso em um ambiente competitivo. A chave para uma empresa financeiramente saudável está no equilíbrio entre planejamento, controle e adaptação às mudanças do mercado. Reflexões contínuas sobre os aspectos financeiros do negócio são fundamentais para a construção de um empreendimento sólido e preparado para o futuro.   📢 Compartilhe este artigo para que mais empresários possam evitar esses desafios e construir negócios financeiramente saudáveis.   Ariane Quirino é sócia da Caetano Quirino Finanças, Networker Nata e membra da equipe Rne Conquista